Penitência

Nota: Esta é a primeira poesia que escrevo sobre o amor, sem estar amando. Sem estar amando alguém em específico. Porque amar é pagar "Penitência", mesmo quando não há amor.
Colaboração essencial do magnífico Matheus Castilho que a revisou como mestre e me apresentou a lindíssima música que se segue.




Que meretriz é essa que reza no teu altar?
Que santo herético samba em teu seio?
Tu podes responder todas as minhas perguntas
Com teus argumentos heurísticos, que eu leio
Em notas de jornal.

Quem te viu nu quando tu vestias tuas roupas? 
Que banho é este que deixastes de tomar?
Tu deves calar todas as minhas respostas e,
Com teus silêncios, me desbancar
O peito que habito.

Que beijo libertino tu deixastes livre em minha boca?
 Que abraço teus olhos não conseguiram desatar?
 Tu desatas todos os meus nós
Com tuas chegadas, mas sabes desamarrar
 Todo laço que oferto.

Que mala é esta na porta dos seus olhos?
 Que falta é esta que ocultas em teu bolso?
Tu sentirás o vazio que,
Com a minha partida, faço posto
A faca que há de te matar.


Alline Corrêa Frazão – 13/01/16 – 00:28.

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