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Mostrando postagens de Agosto, 2013

Opus 135 IV

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Nota: Este texto foi feito por uma amiga que foi crescendo como uma flor de jade pela minha vida. Nunca pensei que seria assim. É como se ela tivesse entrado sem pedir licença, como um escorpião. Mas ela mudou minha vida. Por isso, compartilho esse lindo texto que ela fez, com toda a sua carga literária e de vida, inspirada no que vivenciamos no dia-a-dia. Viva Ludwig Van Beethoven, Sartre, Milan Kundera e Salvador Dalí. Porque a vida é bárbara, como é Bárbara nos ramos das cercas que criei no meu jardim. Como só ela sabe subir por onde menos espero, como a flor de jade, como algo que é lindo e que deve ser cuidado. Por que flor de jade? Porque ela cresce forte e se infiltra em todos os cantos, emanando sua beleza e poder. Não obstante, não é compreendida por sua natureza, quando sobe indiscriminada sobre tudo o que vê pela frente. Ela só quer sobreviver e é mais forte do que todos pensam. Mas ninguém entende nada mesmo... ou não fazem o mínimo esforço para entender. Ops! Fora de mim …

The Terrace at Vernonnet (entre aperçus)

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Nota: Esse post é em agradecimento à Fábio Padilha Neves, poeta que conheci pelo Twitter. De forma abundante, ele escreve todos os dias os seus versos, limitado aos infernais 140 caracteres. Mas faz valer esse espaço. Padilha é uma pessoa grata, que sabe reconhecer um mínimo "RT" ou "favorito". Estou retribuindo o apoio que ele me deu, apoio de irmão, nos primeiros passos de minha carreira literária. A linguagem rebuscada e profunda de Padilha deve ser lida e relida com afinco e é impossível não se apaixonar por ela. Não vou compará-lo com escritores consagrados, mas tenho o prazer de apresentar aos meus leitores esse irmão que conheci. Apresento lhes, também, algumas imagens da obra de Pierre Bonnard, que sinto falar por Padilha e pelo texto que se segue. Obrigada, irmão!

"I am not sure Whether the term "vocation" exactly applies to me. What Attracted me then was less art itself than the artist's life, with all that I thought in terms of free exp…

Espírito Sem Cor do Sertão

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Nota: Melhor do que publicar é ter resposta. Presentear também não tem preço. Este que lhes apresento foi uma resposta à Migalhas de Pão Francês. Matheus Castilho tem esse feitio. Para ele a ponte tem que apresentar dois caminhos, ida e volta, para que as pessoas possam ir e vir quando quiserem. E sabem o que ainda não tem preço? A felicidade. Essa amiga repentina que vai e vem, transitando por essa ponte tão bamba quanto a vida. E eis que a vejo, aqui do meu lado, depois de ter o prazer de receber essa resposta. Felicidade que vive nesse Sertão. Espírito sem cor que se apresenta despido de qualquer incredulidade, em meio a Marina Colassanti, Milan Kundera, Machado de Assis, Guimarães Rosa, Carlos Drummond de Andrade, Zé Paulo Paes, Clarice Lispector e Mia Couto. Quem sabe Freud vê de longe essa alíquota? Obrigada, amigo!

      O vento insistia em varrer a cidade de Brasília. A secura daqui me fez lembrar perfeitamente da África do Couto. A amplitude térmica também. E o vento batia, se…

Luz de Abajur

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Nota: Outro texto, para outra pessoa especial em minha vida. Porque no fundo, para chegarmos até aqui, pássaros formados com frondosas asas, tivemos que passar pela época despenada, de nudez e de infância. D... fez parte disto e neste texto eu usei a linguagem de D..., a forma que D... usa para ser a pessoa mais espontânea que conheço. Ela fala e pronto. Sabem o que é ter alguém assim, para ensinar para a irmã mais velha o que ela tem que fazer quando não tem que fazer nada? Sim, eu vou sempre ser a "irmã" mais velha, que vou ter que manter aquela cabeça erguida de "Eu já tenho o pé no chão!", mas da mesma maneira, D... vai ser a pessoa que vai levantar a cabeça e vai me mostrar, que eu não preciso dessa imagem. Ela não precisa que eu seja a "pé no chão" o tempo todo. Às vezes, nós temos que voar. Na verdade, é sempre algo mútuo. Deveria ser assim, em todas as relações. Ninguém se doa totalmente e ninguém recebe tudo. Ambos cedem, ambos recebem. E no fim…