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Mostrando postagens de Abril, 2017

Não há nada de novo

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Nota: Vinicius de Moraes dizia que "É preciso um bocado de tristeza para se fazer um samba com beleza". E essa crônica foi feita com um bocado de tristeza. Depois de tê-la escrito, comecei a ouvir Noturna (Silva e Marisa Monte). E essa música, por um instante, pareceu ter sido feita para essa crônica. É bom pra não pensar em nada, sabe?




                Não houve grito algum. O silêncio era possuidor dos sinais. O adeus era sinônimo de um até logo duvidoso e incomum. Nada mais seria como antes. Ela sabia. Quando você percebe que já tem um passado, quando toca uma música que já foi sua ou quando vê uma foto em que você já esteve presente, você assina seu eterno presente, intransponível e transpassado pelas pessoas e músicas futuras. A partir daí, todos os cálculos serão diferentes, apesar de ser possível obter um mesmo resultado; todos os encontros serão irregulares, mesmo com hora e local marcados, porque, ainda que as pessoas não sejam desconhecidas, mas também nada se pode …