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Mostrando postagens de Setembro, 2016

Lábios escritores

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Nota: Essa crônica foi escrita pela manhã enquanto eu bebia um café bem amargo e ruim de uma padaria próxima ao meu local de destino. Eu havia chegado cedo demais. Meu local de destino estava fechado. Então, de alguma forma, aquele café amargo e ruim, me inspirou esse texto também amargo e ruim. É provável que eu não possua as mesmas convicções que tive no momento que o escrevia, é possível que eu não seja mais ele - não em totalidade - mas, no mínimo, eu fui ou tenho sido. Ou melhor, tenho sentido. Obrigada!



Quão escura está a minha alma, nos trâmites de mim mesma, em contraste com meu coração obsoleto? Quão velha é essa escuridão no arco da tangente que toca meus anos? Quão fechados estão meus lábios, se há muito, só procuro aquela paz – a mesma paz que os pássaros encontram quando voltam para casa, ou a mesma paz que os filhotes abraçam quando fogem de seus ninhos – oh, quão fechados estão? Quando o final está muito distante e os pés muito cansados, o corpo deve repousar sem pressa. …