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Mostrando postagens de Fevereiro, 2016

Se o amor voasse

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Nota: Primeira crônica do ano. Primeira crônica depois de muito tempo. Quando aprendi a escrever crônicas, através de um grande professor - e que ele me perdoe, vou ter que citar seu nome - aprendi a fazê-las de forma banal. Marcos Baiano me ensinou a falar sobre banalidades alheias e sublimidades pessoais. Obrigada, meu professor! Quem me dera essa crônica ser digna de sua personalidade!



                Ontem encontrei um passarinho caído no chão. Ele tinha asas, mas não sabia como usá-las. Ele estava sozinho e encolhido ao lado do muro alto que cercava as goiabeiras. O sol estava quente, mas depois choveu. Choveu e fez sol. Porém o passarinho continuava lá, tentando descobrir se seu gazeio lhe traria algum tipo de socorro.                 Depois de alguns longos minutos, um pássaro forte e robusto apareceu voando, fazendo ronda nas goiabeiras. O pássaro adulto nutria belas asas e sabia fazer rasantes herméticos em volta das fiações de energia da esquina. Ele piava alto. Ele ansiava …