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O meu crime e o meu castigo

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Nota: Este texto já foi publicado na Revista Benfazeja, mas nunca aqui no blog. Ele é um dos meus queridinhos. O amo como gosto de baratas. Abaixo, as metalinguagens descobertas em ordem de aparecimento:
1) A paixão segundo GH - Clarice Lispector.
2) A metamorfose - Franz Kafka.
3) Tristão e Isolda.
4) Os sofrimentos do jovem Werther - Goethe.
5) Crime e Castigo - Fiódor Dostoiévski.



     Ouvia um teco-teco estranho no quarto, enquanto eu podia contar quantas vezes a calha de água se enchia e despejava tudo em frente à janela do meu quarto, ou ainda, com quantos trovões se faz uma pequena tempestade de verão centro-brasileira. A chuva continuava sua moda, bem rebuscada, pelos solos ácidos do sertão. Eu teria dormido se, primeiro, não tivesse uma mente cantante e, segundo, o tal do teco-teco no meu quarto.
     Confesso que me demorei um pouco na minha cama cogitando a ideia de ser apenas um eco dos meus tambores mentais, mas em segundos comecei a checar por onde estariam as criaturas …