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Copo Vazio (Céus-olhos!)

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Nota: Escrevi depois de quebrar um copo cheio de refrigerante. Acho que essa é a informação mais relevante que eu poderia dar. Boa leitura!






Saudade franca dos perdidos devaneios. Daquela época em que havia sono Entre as quatro paredes do meu seio. Hoje restam os copos que caem das minhas mãos.
Era boa a estação de se estar junto, Quando se doía perto, mas sã. Agora me ardem os cacos de vidros disjuntos Que se espalham sob os meus pés.
Então, olho para céus olhos e penso: Quanto tempo ainda haverá esse apartar? Se alguém separou a água do copo É porque tal ocorreu de se quebrar.
Queria entender todas as leituras-chuvas Que se dispõe em minha frente. Mas os céus olhos, oh Céus!, são feituras Que nunca haverão de se abrir.
Porque olhando cá de baixo Vejo todos os cacos que caíram das minhas mãos. Se eu quebrar outro copo-estrela, Também despedaçarei meu coração.
E enquanto molho meu rosto Sinto a sede, a minha boca, secar. Mas se eu quebrei o que era inteiro, Ah, os cacos devo limpar.

Al…