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Mostrando postagens de Julho, 2014

Saudade

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Nota: Saúdo, saudade! As duas crônicas que se seguem são unidas pelo tema, mas separadas por duas concepções distintas de falta, adeus, amor. E a estrada é longa. A voz, doce. Os leitores, bem-vindos.



Vague
  A saudade é como andar sobre meio metro de neve, desprovido de calçados. É vagar por uma estrada retilínea, sob o Sol escaldante de um deserto. A saudade queima. A saudade é capaz de queimar o corpo todo, mesmo em uma manhã amena e gentil, mornamente fugaz. E essa capacidade advém justamente do baricentro dessa alíquota especulativa. A saudade queima, porque é otimista.
    Por vezes, olho para o telefone que ecoa um silêncio fantasmagórico. Espero ele tocar. Ele toca. Mas isso é fruto, fruto podre da imaginação. As longínquas facetas, que se desdobram por cada parede em volta, dizem em vozes melancólicas e sussurradas: "I'm waiting here". Dentro, em algum tecido estriado cardíaco, o horizonte se derrete, mas as ondas que arrastam as areias, quebram-se em um profund…

Paixão hepática

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Nota: Quantos cabelos vocês já perderam devido uma preocupação? Vocês já tem cabelos brancos? Há como prevenir-se dessas vãs preocupações e economizar os cabelos?


A epopeia

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Nota: Olhem só minha audácia. Escrevi esse texto para obter uma resposta e encontrei um enigma. Inventor de enigmas, um abraço para você. Só um abraço! Só um. Só.