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Mostrando postagens de Junho, 2014

A passagem do Cabo Bojador

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Quando vi a rosa

Nota: Este texto foi escrito para as minhas duas amigas, Gláucia e Mariana. E para quem mais sofre de lonjuras. Para quem sofre de saudade por quem já se foi. De amor pelos que partiram e tardam a voltar. Talvez jamais retornem. Aos que têm fé, encontraremo-nos todos no futuro. Aos que não têm que nos restem as lembranças. Porque Clarice me disse, já há algum tempo, que a vida é curta, mas emoções são eternas. E nos refazemos todos os dias em cicatrizes novas e antigas. E não, je ne regrette rien.



      Estava larga* em cima da mesa. Era uma rosa abracadabra. Olhei-a ao longe e a vi definhar no calor daquela casa. Cada detalhe a fazia parecer nativa do inóspito. Cada pétala escondia cores indefinidas e selvagens. E o cheiro exalava majestade e gênero desconhecido. Coroa perdida com os anos. Coroa pendida na haste de espinhos.       O espaço enchia-se de ar e fazia com que o aroma da pobre flor atraísse todos os olhares malditos da humanidade. Ela era estrela de cômodo. M…

Homo-saga

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Nota: A poesia não foi inspirada nesta imagem, mas procurando algo para ilustrar o que eu tentei dizer nas palavras abaixo, achei essa imagem muito bonita e, de certa forma, alcança o propósito. Observem a cruz na parte superior da imagem e a forma como ela se estende entre a luz e as folhagens, luz esta, que ilumina o peito da jovem tornando-a quase santa e pura. Seria o velho de capuz, a própria morte, e o rapaz, o grande amor da moça, que impede, com toda a sua força, que ele leve-a embora? E por que esse rapaz está no sepulcro juntamente com ela? Boa leitura, amados.



Epístola 180.

Nota: É um tema recorrente na minha obra. Sabe-se lá Freud. Espero que se sintam parte daqui. Abraços à todas!