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Mostrando postagens de Outubro, 2013

Aqueles nós

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Nota: Dou-lhes esse texto que não merece essa trilha sonora que se desenrola logo abaixo. Vocês não merecem esse texto. Mas quem sabe alguém perceba algum merecimento. Porque a vida é Fabuleux Destin d'amour.



    É aquele fluxo desconhecido que lhe rompe as artérias sombrias da alma. Aquele soar noturno e vivo que lhe arrebata os pés, a dançar pelo quarto. Aquele sorriso descontraído, como a luz do sol penetrando pela janela entreaberta. É como suspirar depois de um longo dia de trabalho, retirar os sapatos e deixar os pés livres para sentir o veludo do tapete. E aqui estamos nós, sinfonia para a lassitude e o laconismo.     Uma vez, uma senhora não me falou o que queria dizer. Apenas com os olhos, ela olhou para algum lugar profundo e entregou o que precisava ser ouvido. Outra vez, um senhor não me ouviu, mas falou o necessário para me fazer calar. E a mesma dança que vejo nas paredes do meu quarto, parece retornar ao momento em que o diálogo era um peixe com os olhos cruzados. N…

Fluxo (in)fixo

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Nota: Depois de muita resistência, algo novo despertou entre nós: a união de três ideias por um único tema. Em meados da década de 40, Salvador Dali e Walt Disney projetaram um curta que nunca pôde ser gravado pela falta de dinheiro. Recentemente, achara este maravilhoso projeto nos estúdios da Disney e fizeram esta prefeita filmagem. Com dois pés na sensualidade e a cabeça no Surrealismo, temos esta obra belíssima que desafia a Pós-Modernidade com seu requinte. Quem sabe não traçamos nosso destino assim? A vida fixa-se no chão rochoso e não nos deixa mudar se não tentarmos. Às vezes nos leva aonde nunca imaginamos ir. Mas sempre teremos um objetivo final: encontrar nosso DESTINO. Será? Talvez possam nos responder.




      Destino
   Destino acordou com as carícias dos primeiros raios de sol que rompiam a aurora do horizonte. Tocavam-lhe o quadril largo, suavemente. Mas nada conseguiam. O vestido longo e branco ainda estava totalmente feito e imaculado. Sem nenhuma ruga, nem um único am…

Partnerships

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Nota: A expansão do blog tornou necessário e substancial a criação dessa nova page. Fico extremamente feliz em dizer que posso ter parceiros, estupendos parceiros que como eu, e de certa forma, diferente de mim, correm por essa vida cheia de lama, sem botas e capacete, como livres e presos que são, por alguma coisa impronunciável. O motivo desta page é publicar e compartilhar com vocês, meus amados leitores, o que eu gosto de ver quando preciso de inspiração ou de mostrar à vocês e a mim mesma, que não estou sozinha nessa luta diária. Comprometendo-me em escrever, comprometendo-me em (re)escrever aquilo que não pode ser dito e que não pode ser ouvido, não por agora. Comprometendo-me a não ficar sozinha e saber disso. Pássaros voando em bando. Chegaremos ao pólo norte mais rápido e seguros. Obrigada!


Depois do fim.

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Nota: Nesse texto, minha amiga, fala, toca, tangencia, o inexpressível amor. Toca a sirene! Eu vou embora também.



   Não sei vocês, mas possuo uma banda que estranhamente consegue traduzir muitos sentimentos que eu mesma não consigo. São aqueles sentimentos mais obscuros e profundos, sentimentos que você procura esconder até de você mesma, sentimentos que, às vezes, só podem ser traduzidos por lágrimas ou sorrisos frouxos, depende do momento, simplesmente do momento...    Esta banda para mim é o Pearl Jam. Conheci em minha pré-adolescência por influências, assumo, mas apaixonei mesmo na adolescência isto porque me faltava um pouco de maturidade. Hoje, faz parte da minha rotina. Pode até parecer que estou apenas falando de uma das minhas bandas favoritas, mas este não é o ponto.    A verdade é que quando passo a ouvi-la, me trás tantos sentimentos que estavam guardados há muito tempo. Ela veio carregada, desafogando aquele aperto que, por vezes, tentamos esconder do nosso próprio trave…

Asilo

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Nota: Asilo para os solitários. Essa crônica foi escrita depois de algum tempo, em lembrança a uma visita a um asilo. Talvez, seja mais do que uma lembrança.



    O juízo me enlouquece a cabeça, mas só por um instante. Logo, ele se senta à mesa e janta comigo, como um lorde holandês, como um anjo calado. E no instante conseguinte, ele se retira da mesa, me beija a testa e sai leve como uma pluma, deixando apenas uma alíquota em minhas costas: o amor.     Enquanto escrevo, o vento penetra pela persiana entreaberta e me faz cócegas. Algumas aleluias voam ao meu redor. É tempo de chuva. E não há coisa melhor para mim do que esse cheiro de terra molhada, os pássaros cantarolando nas árvores do jardim. Esse silêncio insone que me invade, quando o tempo não passa de um simples coachar de rã, me trás a velha lembrança das coisas que não vivi. Pois tudo o que eu trago são flores passadas, ou flores que plantei sem nem mesmo existir. De alguma forma, essa chuva que começa a cair lá fora, me lem…